Uma figura que quer ficar quietinha no seu canto trabalhando ao invés de engajar numa reunião que poderia ter sido um email. Ou nem ter sido.Reunião Cancelada é inspirada no Heremita do tarô Smith-Waite.
Eu já tinha feito uma primeira versão da carta com um homem na ilustração, mas resolvi que este vai ser um deck só com figuras femininas e queer, estilo Modern Witch Tarot da Lisa Sterle (eu amo esse deck!).
O fundo azul e a roupa cinza são uma referência às cores da carta original. O cajado foi substituído por uma caneca de café, e a lanterna virou uma luminária na mesa.
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Na semana em que eu comecei o projeto do Tarot Millennial eu recebi uma notificação de reunião cancelada em plena sexta-feira. Que delícia 😌
Primeiro que eu renomeei de tarô para tarot pra ajudar no SEO (nem sei se ainda existe SEO em tempos de IA) e pra fazer o conteúdo aparecer melhor nas redes sociais.
Também adicionei números nas cartas, apenas porque sim.
Eu estava usando o Canva pra criar as cartas finais e as imagens de rede social, mas meu plano pro expirou e por mais que eu goste dele resolvi não renovar agora. Não adianta, eu me encontro mais no Photoshop, então preferi reativar minha assinatura 🫶🏻
A fonte do nome das cartas é a Essays1743, que é open source. Fui verificar a licença dela antes de me empolgar e gerar metade do baralho em alta resolução pra depois descobrir que a fonte era paga ou algo assim. Pra complementar as artes das redes sociais, uma fonte mais levinha, a Quicksand.
o blog é obviamente feito com WordPress e finalmente criei o meu próprio tema 😍 e acabei assinando o Medium porque começaram a aparecer várias matérias boas sobre IA no meu daily digest.
Por enquanto as redes sociais eu atualizo na mão, mas pretendo automatizar com urgência (eu tinha esquecido como era chato fazer isso). Aceito sugestões.
Mãe de Pet é baseada na carta da Força: paciência, coragem, autocontrole, serenidade nos momentos difíceis. Assim como na carta original, não há esforço e nem stress, apenas jeitinho.
A paisagem virou um quadro, e o símbolo do infinito virou estampa do pijama. As flores da carta original estavam no vaso que o gato laranja derrubou, porque quando a gente tem mais de um pet o caos impera.
Eu não tenho gato, mas imaginei que se eu desenhasse essa carta inspirada na tentativa de dar remédio pras minhas galinhas ela não geraria tanto engajamento 🐔 (mas o sufoco é o mesmo)
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Uma das minhas piores manias é largar coisas pela metade. E nem é desinteresse, são coisas que eu gosto – cursos, livros, projetos pessoais – mas que mesmo assim eu perco facilmente a empolgação inicial.
O curso é bem mais fraquinho do que eu imaginava – focou muito em ser uma vitrine da versão paga do Midjourney e do Freepik, e pouco em criar os prompts. Tanto que as IAs alucinaram demais, muito mais do que deveriam durante um curso, mas foi porque os prompts visivelmente não tinham estrutura.
Acontece que uma idéia já estava passando pela minha cabeça, e o curso reforçou essa linha de raciocínio: criar o esqueleto da carta num editor de imagens e gerar apenas a ilustração central com IA. Isso ajuda a manter a identidade visual e me dá menos stress 😅
Mas uma coisa puxa a outra e comprei um segundo curso, Criação de baralhos ilustrados, de uma ilustradora carioca chamada Larissa Arantes, que cria decks lindíssimos só na força do talento. Inclusive ela já criou um deck de tarô maravilhoso.
E aí sim era o que eu queria aprender: pensar, planejar, coletar referências… não importa se você vai criar seu deck à mão, no Illustrator ou na IA, a base teórica do projeto tem que ser sólida!
Sei lá, não é assim com tudo na vida? Ou deveria ser?
Pois é, não terminei o baralho de colagem e já comecei um novo! Mas aqui eu aproveitei pra desenvolver um pouco melhor a idéia do template fixo.
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Criei e refinei um prompt geral para a aparência das cartas, como se fossem parte do deck Smith-Waite, que vai ser sempre o mesmo para todas as ilustrações. E que trabalho que deu pra chegar nesse prompt! Ou a ilustração não ficava com cara de arte da Pamela Smith ou a IA alucinava. Gatos com duas cabeças, comprimidos sendo consumidos pelo nariz, o gatinho do fundo sendo derrubado pelo vaso, essas coisas.
Por enquanto estou usando o Sora e o ChatGPT para gerar as imagens. Esse projeto vou manter no básico mesmo, apenas pra ter o gosto de começar uma coisa e terminar 😅
Que trend era essa que eu ainda não tinha visto? Não sei, mas atiçou a curiosidade em saber o que o ChatGPT sabia sobre mim. Fui lá perguntar.
Create a caricature of me and my job based on everything you know about me
🤖 Consigo fazer a caricatura do seu trabalho e da sua vibe, mas pra você mesma eu preciso de uma coisa antes 🙂
Como envolve representar você, preciso que você suba uma foto sua (pode ser selfie simples, sem produção). É regra mesmo: sem isso, eu não posso gerar alguém que seja você.
👉 Pode ser:
* rosto só (já basta)
* óculos / sem óculos tanto faz
* expressão neutra ou sorrindo
Assim que você enviar a foto, eu já faço a caricatura sem rodeios, bem alinhada com tudo que eu sei de você:
* web + WordPress institucional
* IA como ferramenta (não como fetiche techbro)
* estética criativa, irônica, mas séria
* código limpo, responsabilidade
* nada infantilizado, nada “fofinho à toa”
Se quiser, quando mandar a foto você pode opcionalmente dizer:
* mais editorial ou mais cartoon?
* mais irônica ou mais sóbria?
* fundo neutro ou com elementos (código, cartas, robô, WP, etc.)
Manda a foto que a gente resolve isso de uma vez.
Eu removi alguns detalhes meio pessoais demais aqui pro blog desse texto, e mesmo assim dá pra perceber que só pelas informações que eu forneço enquanto estou desenvolvendo meus projetos que a OpenIA já sabe bastante coisa sobre o meu trabalho.
Mas além de odiar sair em fotos, eu faço o máximo que eu posso pra não ter a minha cara por aí. Nunca quis saber como eu ficaria em estilo cartoon, anime ou 3D. Então a IA que dê seus pulos.
não vou te mandar foto, use sua imaginação
E mesmo sem foto eu fiquei bastante surpresa:
Sério que vocês confiam em fazer vibe coding numa ferramenta que escreve esse tipo de function?
Estão lá o tarô, o WordPress e muita coisa que eu mesma escrevi no meu prompt de apresentação, ok.
Roupa preta? Cor do cabelo? Óculos? As unhas pintadinhas? Smartwatch? Ah, sei lá, talvez seja o estereótipo da mulher desenvolvedora.
O robozinho lá do fundo eu reconheci, veio do mascote que eu criei pra empresa lááá no começo do ano passado e que por um apego sem propósito eu ainda não apaguei da minha galeria de imagens, então faz sentido estar ali.
Maaassss a caneca originalmente tinha um ícone da Casa Branca, e eu questionei o motivo:
🤖 A ilustração da caneca (o prédio institucional/estilo cúpula) foi colocada ali como símbolo de poder público e responsabilidade, não como enfeite.
(...)
☕ não é patriotismo, não é propaganda
É um símbolo visual de “eu trabalho com coisa séria, mesmo quando estou no modo cartoon”.
Irmão, se eu pudesse eu tacava foto nos EUA! Nunca fui fã, mas ultimamente eu considero ofensivo incluir essa referência no meu rolê.
Enfim, nem gostei da ilustração final da caneca, só pedi mesmo essa correção por princípios éticos (rysos) antes de publicar.
Mas o ponto aqui não era criar uma imagem que me agradasse pra eu postar no Instagram, e sim descobrir o quanto a IA me conhece com base nas informações que eu entrego pra ela por livre e espontânea vontade.
Eu que não virar e falar “ah, você esqueceu de incluir alguma referência ao assunto tal”.
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Surpresa mesmo foi pedir o mesmo prompt pra uma outra conta do ChatGPT, com menos de uma semana de criação, que eu estou usando apenas aqui pro projeto:
Sério gente, olha esse código…
Roupa preta, cabelo castanho, óculos e smartwatch? Ah tá, talvez a gente tenha sim um estereótipo da mulher desenvolvedora aqui, tudo bem.
E A PORRA DO ROBÔ, IRMÃO?????
Eu não mexo com essas imagens há meses, e a única relação que essa nova conta tem com o robozinho é que as duas contas agora estão logadas no meu notebook ao mesmo tempo, mas em perfis separados do Chrome.
Toda trend tem um motivo sombrio por trás. Lembram do vídeo da galera abraçando a sua versão mais nova? Não consigo pensar em uma maneira melhor de obter fotos da mesma pessoa com idades diferentes, para poder estudar como a gente envelhece.
O que eu quero dizer aqui nesse textão é que eu acredito que faz bem a gente parar um pouco pra pensar na quantidade de informações pessoais, informações biométricas como a nossa cara, que a gente entrega de bandeja pra uma big tech comandada por um bilionário imbecil (isso serve pra todas as IAs, todas elas são empresas comandadas por bilionários imbecis).
Não vou parar de usar IA na minha rotina, e nem passa pela minha cabeça deixar o projeto de lado por causa disso. E eu dei like sim em todas as caricaturas dos meus amigos que passaram pela minha timeline. Mas, se isso não assusta vocês pelo menos um pouquinho, eu não sei o que mais assustaria.
Agora, quer ver uma coisa que eu definitivamente cortei da minha vida? Minhas conversas médicas com o ChatGPT.
Não porque na revolta das máquinas ele vai saber minhas fraquezas físicas. Eu guardo uma cópia de todos os meus exames no Google Drive, eu preciso pagar armazenamento extra por causa das fotos guardadas no Google Fotos que incluem a minha cara, a minha casa, o meu ambiente de trabalho.
Mas o lance das informações médicas é que eu resolvi ter um pouco mais de cautela antes de jogar o pdf do meu hemograma completo numa conversa e correr o risco de adicionar mais essas informações ao conjunto de dados que a OpenIA já tem a meu respeito.