A carta Hobby tem muito de pessoal: eu e as BFFs somos pessoas que começam vários hobbies mas não levamos nenhum pra frente por muito tempo. Eu sei fazer crochê, tricô, ponto-cruz, bordados, scrapbooking, já fiz aula de desenho (e quero muito voltar)… conheço muita coisa, e sou bem medíocre em todas elas 😅
Junto com o hobby vem aquele monte de tralhas que a gente compra, mas essa parte a gente deixa pra lá 🥺
Ela é baseada no Oito de Ouros, a carta do tarô que fala daquela nossa fase produtiva e de aprendizado de novas habilidades. E de vez em quando é muito bom ter um passatempo offline pra sair da frente das telas, né?
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Essa semana eu tava conversando com um colega sobre o caminho da Inteligência Artificial, e eu confesso que me questionei por que eu criei esse projeto. Foi justamente pra estudar mais sobre IA e me manter imersa nesse assunto, eu sei. Mas nossa, os rumos que as big techs estão tomando são tão absurdos…
A gente estava falando sobre como o Claude diminuiu o limite de uso – essa semana não consegui gerar um código para WordPress e meus créditos gratuitos já expiraram. Talvez numa pira de produzir, algumas pessoas acabem assinando a ferramenta assim no impulso, na dependência, mas no meu caso era só preguiça de escrever uma coisa que eu sei fazer muito bem. Era final do dia e meu cérebro já estava começando a fritar, eu simplesmente me rendi.
Nessa dependência, o que acontece se de uma hora pra outra a gente ficar sem IA? No nosso caso, esquecemos como programar? E no caso das pessoas que dependem de uma ferramenta até pra elaborar um simples e-mail? Será que vale a pena usar de uma forma tão banal um produto (ou melhor, a gente é o produto) que está visivelmente alterando o clima de uma forma muito rápida?
E se a gente tiver um grande evento fora do nosso controle? Tem alguns eventos histórico que eu adoraria, de verdade, presenciar para saber como nós como profissionais de TI iriamos lidar: o estouro da bolha da IA, um grande apagão das telecomunicações e um apagão geral de energia elétrica. De ataque hacker a uma mega explosão solar, a gente não está muito longe desses cenários. Como nossos cérebros corroídos pela conveniência de terceirizar nossos pensamentos e decisões vai lidar com tudo isso?
Mais alguns eventos históricos né, que a minha geração já presenciou vários… mas eu sou naturalmente caótica, estou sempre me preparando mentalmente pro pior e me sinto confortável no caos, me deixa. Só fui sentir o burnout da pandemia bem depois.
Também estavamos conversando sobre o rolê do Sam Altman ser um pedo AND sociopata, uma coisa bastante pesada pra uma pessoa tão poderosa. Não que Elon Musk ou Jeff Bezos sej muito melhores, pelo contrário. E a gente aí, entregando tudo na mão dessa gente.
Aí eu me peguei questionando o quão inútil me parece ficar aqui fazendo desenhinhos usando uma ferramenta tão maligna enquanto o mundo lá fora literalmente pega fogo. Meu Co-Star bem me disse ontem que “meu foco está em confrontar possíveis verdades desconfortáveis sobre a minha própria satisfação com a vida”.
Fiquei pensativa.
Falando em cérebro frito, as ideias para o projeto já estão esgotando e ainda falta uma meia dúzia de cartas. Socorro.
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