Carta de tarô no estilo Smith-Waite, "Mãe de Pet", mostrando uma jovem tentando dar remédio para um gato.
Mãe de Pet, e minha mania de começar tudo e não terminar nada

Mãe de Pet é baseada na carta da Força: paciência, coragem, autocontrole, serenidade nos momentos difíceis. Assim como na carta original, não há esforço e nem stress, apenas jeitinho.

A paisagem virou um quadro, e o símbolo do infinito virou estampa do pijama. As flores da carta original estavam no vaso que o gato laranja derrubou, porque quando a gente tem mais de um pet o caos impera.

Eu não tenho gato, mas imaginei que se eu desenhasse essa carta inspirada na tentativa de dar remédio pras minhas galinhas ela não geraria tanto engajamento 🐔 (mas o sufoco é o mesmo)

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Uma das minhas piores manias é largar coisas pela metade. E nem é desinteresse, são coisas que eu gosto – cursos, livros, projetos pessoais – mas que mesmo assim eu perco facilmente a empolgação inicial.

Por isso, há algum tempo eu estou me segurando pra não sair comprando coisas novas que vão ficar largadas, e tinha me comportado muito bem por uns dois meses. Porém… a Domestika jogou na minha cara o anúncio de curso chamado Crie um baralho de tarô personalizado e interativo usando Inteligência Artificial.

Não resisti.

O curso é bem mais fraquinho do que eu imaginava – focou muito em ser uma vitrine da versão paga do Midjourney e do Freepik, e pouco em criar os prompts. Tanto que as IAs alucinaram demais, muito mais do que deveriam durante um curso, mas foi porque os prompts visivelmente não tinham estrutura.

Acontece que uma idéia já estava passando pela minha cabeça, e o curso reforçou essa linha de raciocínio: criar o esqueleto da carta num editor de imagens e gerar apenas a ilustração central com IA. Isso ajuda a manter a identidade visual e me dá menos stress 😅

Mas uma coisa puxa a outra e comprei um segundo curso, Criação de baralhos ilustrados, de uma ilustradora carioca chamada Larissa Arantes, que cria decks lindíssimos só na força do talento. Inclusive ela já criou um deck de tarô maravilhoso.

E aí sim era o que eu queria aprender: pensar, planejar, coletar referências… não importa se você vai criar seu deck à mão, no Illustrator ou na IA, a base teórica do projeto tem que ser sólida!

Sei lá, não é assim com tudo na vida? Ou deveria ser?

No meio do curso da Larissa me veio na mente uma carta Mãe de Pet, e assim surgiu o Tarot Millennial – Os 22 arquétipos da sobrevivência adulta contemporânea.

Pois é, não terminei o baralho de colagem e já comecei um novo! Mas aqui eu aproveitei pra desenvolver um pouco melhor a idéia do template fixo.

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Criei e refinei um prompt geral para a aparência das cartas, como se fossem parte do deck Smith-Waite, que vai ser sempre o mesmo para todas as ilustrações. E que trabalho que deu pra chegar nesse prompt! Ou a ilustração não ficava com cara de arte da Pamela Smith ou a IA alucinava. Gatos com duas cabeças, comprimidos sendo consumidos pelo nariz, o gatinho do fundo sendo derrubado pelo vaso, essas coisas.

Por enquanto estou usando o Sora e o ChatGPT para gerar as imagens. Esse projeto vou manter no básico mesmo, apenas pra ter o gosto de começar uma coisa e terminar 😅

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